terça-feira, 19 de outubro de 2010

MORTE, ESPÍRITO E VIDA.


Com lembranças a dor fica quem parte em paz melhor.
Para uma região linda de luz brilhante.
Alma inquieta e volátil na cândida música conduz.
Invoca o céu e o inferno
Na trajetória igual cometa
Brilha no céu invade espaço
Cria imagem que aos poucos se desfaz
Na escuridão sideral.
Silêncio profundo
Pontos de luz piscam
Como sinais de saudações
Corpo que não é corpo é plasma transparente.
Entra na composição de outra vida.
Ah! que alívio fez ao deixar o corpo.
Farto pesado no caminhar da vida.
Que nada fez para ficar leve.
Não era o corpo em peso.
Era o peso das atitudes grosseiras.
Ao conduzir sua vida tão simples.
Não soube chorar para ser humilde e receber o merecer.
Foi caminhando para viver o que colheu.
E na ânsia de aprender escolheu o lado mais fácil de viver.
O preço é a vida mal conduzida.
Deixa o corpo que era vida.

Álvaro B. Marques
SSA, 16.10.2010