terça-feira, 18 de maio de 2010

OBJETO OBSESSOR

Tenho ouvido vários relatos de casos que se dizem espíritas, mas nada se compara com acontecimentos descritos abaixo. São obsessões de pessoas que transfere seus desejos mórbidos para objetos de uso pessoais para fins diabólicos.

Vejamos este caso, depoimento de duas pessoas, mãe e filha, ambas de caráter correto. Uma artesã e a outra universitária, com princípios religiosos católico. Mas, passaram a ser adeptas a doutrina espírita de Allan Kardec, após este caso.

Moram juntas no mesmo apartamento. A mãe é separada do marido há quase seis anos. Ele vive com outra já há três anos, sem filho.

Certo dia, a filha recebe um presente, uma linda blusa, muito linda em seu corpo e mostra a mãe “olha mãe!... veja que blusa linda? A mãe olha e diz: “Você comprou? Não, foi presente do meu pai, quem me entregou foi a sua mulher... Nesse instante a mãe olha o lado esquerdo da filha e diz: “Um vulto passou aí”. Ela fica pálida e si faz chorar copiosamente. A filha sente que a mãe vai desmaiar e abraça o corpo para amparar. Logo ouve baixinho, outra voz a dizer: “Ela trabalha para o mau, não use a blusa”. Nesse momento, a filha tira a blusa e joga no chão e torna a abraçar o corpo quase inerte da mãe. Aos gritos a filha chama a mãe pelo nome e ela reabre os olhos lentamente. É quando a filha pergunta sem compreender “quem é má”? Resposte a voz... é quem entregou, preparou a blusa”. Fica no ar o silêncio, o corpo trêmulo da mãe é sentado na cadeira e a filha sente fortes arrepios no seu corpo. Reza a Ave Maria e a mãe retorna aos poucos o seu normal e não lembra nada do que aconteceu. A filha narra o ocorrido e a mãe pede para ela jogar a blusa na rua, e assim foi feito. O susto e o medo permaneceram em cada uma em maneira diferente. A filha sente o drama que a mãe passou e o medo de perdê-la em circunstância anormal. E a mãe carrega o ódio da rival e o medo de lidar com o sobrenatural. Pensou no ex-marido e na sua atual mulher, lembrou que ouvira alguém lhe dizer que ela é “metida” no candomblé da pesada, em Quibanda e tudo faz para conseguir o que quer. Fez essa tentativa para atingi-la por meio da sua filha, o sortilégio. Sabe que o ex-marido ainda nutre sentimentos por ela e sempre demonstra arrependimento em querer voltar. Por essa razão a atual mulher faz tudo para perturbar e destruir o que sobra do casamento. O ciúme, aliado com as bruxarias fazem efeitos inacreditáveis, ainda mais em pessoas fracas espiritualmente é o que dizem os crentes em mágia negra.

A ex-mulher relembra o quanto foi difícil a convivência, bebedeiras constantes, traições desavergonhado, falta de manutenção no lar, era costumas. Até que não mais regressou ao lar. Quem faz contato com ele, sempre foi a filha, mais por telefone. Se não fosse o apóio dos seus familiares e o trabalho como artesã, certamente estariam em situações bem piores.

Mas, esse fato novo de obsessão pegou mãe e filha em surpresa. Nunca elas tinham lidado com tamanho acontecimento, tinham ouvido falar em casos semelhantes, mas não acreditavam em superstição. Através de relatos com amigos, as duas foram ingressar na sala espírita de Allan Kardec e saíram convicta da nova doutrina. Uma nova esperança de luz segue as suas vidas.

Nesta modalidade de sortilégios existem outros acontecimentos que envolvem alimentos e os chamados “encosto espírito”. São narrativas que advêm dos nossos antepassados, traduz lenda e cria-se crendice popular. Como por exemplo: Alimento “preparado” por pessoa e ingerida por outro indivíduo pré-indicado; causa doença e morte.

“Espírito desencarnado sofredor” que tem simpatia ou mesmo familiar, “encosta” na pessoa escolhida e gera doença, o portador da doença, imagina-se doente, entra em depressão. Procura a medicina correspondente, constata a doença e não há cura. Procura outros meios para a cura e indicam uma Casa Espírita e é lá que revelam o motivo e o obsessor. A surpresa da revelação abre a porta da Fé e novos exames são feitos a pedido do médico e o mesmo fica admirado em não constatar mais a doença. O médico pergunta ao paciente, o que fez para ficar bom? Ele diz: “A Fé e os irmãos de Luz, curou-me”.

Ainda, meus comentários: Meus amigos, essas e outras histórias não são provadas cientificamente. Mas, estão registradas em Livros de Ocorrências em vários Centros Espíritas do nosso País.

“EXISTEM CASOS QUE A NOSSA SÃ CONSCIÊNCIA NÃO ACREDITA”

Àlvaro Bento Marques

SSA, dezembro de 2008.

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