Sinto a morte caminhar lentamente dentro de mim. Devorando discretamente os pequenos núcleos vivos na fonte que não vai repor o que perdeu. A energia vai diminuindo, a vista vai escurecendo. Abro os olhos com dificuldade, tudo parado. Não sinto mais o corpo, a vida parou, fui... Letárgio, sem nada vê aonde estou e si eu estou em algum lugar. O medo domina, venceu a coragem que sempre foi o meu o meu lema. Grito, ninguém ouvi, minha voz está dentro de mim, sufocada. Sinto a Primavera, o Verão perto, o Outono adiante, o Inverno quase longe. O vento bem forte leva as roupas que estavam no meu corpo, sinto outra roupagem, sem cor, semi brilho. Meu pensamento parou no momento exato da transfiguração, sinto o corpo flutuante. Viro o rosto pra traz, quero ver, sinto confusão, vultos, coisas, sombras tudo ilegível. Mas, eu posso compeender sem a visão.
Volto o rosto, sinto tudo em meu redor, como se eu tivesse a minha própria visão. Nada é igual tudo é diferente ao olhar pra frente. Novos rostos, novas roupas, novas músicas, novas cores. Há! Estou em nova dimensão para dar iniciação a nova vida. Passo a pertencer a um novo astral.
Álvaro B. Marques
Volto o rosto, sinto tudo em meu redor, como se eu tivesse a minha própria visão. Nada é igual tudo é diferente ao olhar pra frente. Novos rostos, novas roupas, novas músicas, novas cores. Há! Estou em nova dimensão para dar iniciação a nova vida. Passo a pertencer a um novo astral.
Álvaro B. Marques
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