Um espírito se afasta do corpo material em sono, e pede diante da Luz: Senhor da Luz, passei por várias encarnações em todas não fui feliz, quando uma vida terminava eu partia e só levava ás lembranças provisória da última vida. Das outras vidas anteriores não mais lembrava. E assim foi a cadeia sucessiva de vidas. Ainda não cheguei a plena perfeição? Até quando eu tenho que assumir um corpo material? Será que eu tenho o direito de pedir para não mais regressar? Quero viver em outra forma de vida eterna, diáfano. Um lugar aonde tudo fosse verdadeiro, duradouro, sem dor, sem lágrimas, sem sofrer. Um lugar em que a vida não dependente de alguém, simples, já constituida. Se existe este lugar, dei-me o direito agora ou quando será? Sei que cabe à Justiça Divina, julgar-me na balança dos justos e dos injustos com seus repectivos pesos de aferição. E uma voz firme, saíndo do nada, disse:"Irmão querido, não faças um simples juízo de uma vida humana. O julgamento Divino requer muitas atitudes do ser humano a serem analisadas, somadas as vidas passadas de cada desencarnado que são registradas na Tabela do Comportamento da Virtude. Foram concedidas várias oportunidades em encarnações e não soubeste aproveitar as boas ocasiões que trafegaram na sua estrada reencarnatória de ascensão espiritual. Deixaste envolver em gosto de sentimentos egoístas. Fizeste pouco em bondade, ainda está em tempo de dá e receber muitas luzes, só depende da sua conduta. A perfeição do espírito está no procedimento do Carma e na evolução espiritual de cada indivíduo, têm que haver uma boa sintonia entre si. A matéria nunca pode sobrepor ao Carma do espírito encarnado. Não é castigo à reencarnação, mas é aplicado tantas vezes quanto for necessário para obter a perfeição espiritual. Tudo têm seus limites em se tratando de matéria. Para o espírito não há limites em chegar à perfeição. Os atos praticados em vidas são as únicas maneiras de prolongar ou diminuir a reencarnação. O bem e a caridade são fatores fundamentais no caminho da elevação espiritual. Não existe meta préestabelecida, existe vontade de amar ao próximo. É dever praticar o bem tantas vezes for, mesmo achando desnecessário fazê-lo."
Com essas últimas palavras a Luz foi diminuindo a intensidade e o espírito compreendeu que já era hora de voltar ao corpo material.
N.B.: O depoimento acima foi registrado na pequena reunião entre quatro pessoas simples da mesma familia. Presente o autor Álvaro B. Marques.
Com essas últimas palavras a Luz foi diminuindo a intensidade e o espírito compreendeu que já era hora de voltar ao corpo material.
N.B.: O depoimento acima foi registrado na pequena reunião entre quatro pessoas simples da mesma familia. Presente o autor Álvaro B. Marques.
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