sexta-feira, 14 de maio de 2010

MEU GRITO

É um grito que não saí da voz
e na ânsia de gritar dói o peito.
Sem voz cai as lágrimas
renova o pranto.
Ah! que vontade de morrer...
a dor cega não há alívio...
com respiração afegante...
Serro os olhos para senti a dor passar.
Lenta e misteriosa não para.
Meu corpo já cansado
e a mente amargurada.
Cresce o desejo de morrer.
E a morte que não vêm rápido.
Serve a dor com requinte.
Perco a vontade de morrer

Penso no céu e digo:
Senhor dos Martírios, cubra-me com seu manto diáfano

para a dor desaparecer
E meus olhos depressa foram abrindo para uma nova luz aparecer.


Álvaro B. Marques

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